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Entrevista
Feminilidade não é fraqueza!

O laboratório dinamarquês LEO Pharma comercializa seus produtos em mais de 100 países e é referência no desenvolvimento de novos medicamentos para Dermatologia e Trombose. A empresa, que possui fábricas espalhadas por países europeus, contribui para o tratamento de doenças como Psoríase, Eczema e Infecções da pele.
Controlada pela Fundação LEO, instituição privada e independente, a LEO Pharma iniciou, em 2011, as suas atividades diretas no Brasil, após o termino de uma parceria com a Roche, que comercializava alguns produtos da companhia no País.
Concorrente de empresas como Johnson&Johnson e Sanofi-Aventis, a LEO Pharma tem como presidente da unidade brasileira a experiente Heloisa Simão. Formada em Economia pela FEA-USP e com participação em Programas de Liderança e Planejamento Estratégico na London Business School, Columbia Business School e IMD, a executiva, casada e mãe de gêmeas de 18 anos, já trabalhou em diversos segmentos da indústria farmacêutica e acumula mais de 25 anos de expertise.
Teve passagem pela Bristol-Myers Squibb, onde começou como estagiária e chegou à Diretoria de Unidade de Negócios de Oncologia/Imunologia, e pela Zodiac/Interfarma, como Diretora da Unidade de Negócios de Oncologia. Confira a seguir os principais trechos da entrevista com Heloisa Simão:
Top Team: Quais características uma mulher precisa ter para se destacar na indústria farmacêutica?
Heloisa Simão: A mulher tem, naturalmente, algumas características importantes e essenciais para construir uma carreira na indústria. Entre elas, destaca-se a facilidade em compartilhar ideias e conhecimentos, além de saber ouvir e ter contínua vontade em estudar e conhecer o mercado.
Top Team: Ainda existe preconceito na indústria em relação à atuação de executivas?
Heloisa Simão: Eu não gosto da palavra preconceito, prefiro obstáculo, barreira. Isto está muito mais associado a momentos pelos quais as mulheres passam durante a vida e a decisões.
Top Team: Quais tipos de decisões?
Heloisa Simão: Ter um filho, por exemplo. A mulher precisa tomar esta decisão no momento certo, considerando que, com uma criança em casa, ela terá menos tempo para viajar a trabalho e para ir a algumas reuniões.
Top Team: É preciso, então, a todo instante, equilibrar o lado pessoal e profissional?
Heloisa Simão: Sim, com certeza. A mulher deve, por exemplo, avaliar se a empresa na qual ela trabalha apoia uma liderança feminina. Caso positivo, deve aproveitar as oportunidades e fazer reflexões constantes. O mercado exige isso.
Top Team: Para finalizar, quais dicas você dá para as mulheres que querem empreender?
Heloisa Simão: Três pontos são importantes. O primeiro é ter a consciência de que feminilidade não é fraqueza. Além disso, é preciso compartilhar as angústias e momentos e também investir em treinamentos. A atualização é cada vez mais importante e necessária.
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