XLIII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
Data: 12 de março de 2007.
Local: Campos do Jordão.
Telefone: (11) 3722-5850.
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XI Congresso da Sociedade Brasileira de Coluna
Data: 14 de março de 2007.
Local: Porto de Galinhas.
Telefone: (81) 3423-1300.
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Congresso da Sociedade de Neurocirurgia do Cone Sul
Data: 16 de março de 2007.
Local: Gramado.
Telefone: (51) 3311-8969.
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Sociedade Brasileira de Microbiologia
www.sbmicrobiologia.org.br
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Cidade: São Paulo
País: Brasil.
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Endereço: Av. Brigadeiro Luíz Antonio, 2.466 - conjs. 93-94
Cidade: São Paulo
País: Brasil.
Cep: 01402-000
Tel: (11) 3289 7165
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Sociedade Brasileira de Entomologia
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Endereço: Caixa Postal 19030
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País: Brasil.
Cep: 81531-980
Tel: (041) 3266-0502
E-mail: sbe@ufpr.br




“Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.“
Albert Einstein

“Aja como se fosse impossível falhar. “
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Philippe Boutaud
Diretor geral do Cristália

 

Os números impressionam. Em apenas 35 anos de existência, o Cristália inaugurou três fábricas, e desenvolveu, aproximadamente, 180 produtos em 395 apresentações. Por trás desses resultados, estão executivos de renome, entre eles Philippe Boutaud, diretor geral do Cristália.

 

Sorridente e bem humorado, como se estivesse comemorando a façanha, Boutaud recebeu o repórter e fotógrafo do Top Team para uma conversa na sede do Cristália, em São Paulo.

 

Durante quase uma hora, o executivo analisou as conquistas da empresa, apresentou as metas do Cristália para 2007 e fez uma análise positiva sobre os genéricos. “Hoje, esse tipo de produto não representa mais do que 5% de nosso faturamento. Mas, tenho uma boa perspectiva. Nos próximos cinco anos, vamos ter uma fase de expansão dos genéricos”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista:


Top Team: Entre as missões do Cristália, está o estimulo á pesquisa nacional. O que foi feito pela empresa durante esses 35 anos de existência?

Philippe Boutaud: A pesquisa está no DNA do Cristália, que surgiu de uma parceria feita por alguns amigos. Eles compraram uma clínica psiquiátrica, em Itapira. Lá, eram utilizados alguns medicamentos para os pacientes. Mais tarde, em uma outra etapa, os sócios decidiram produzir esses remédios E assim foi feito. A clínica era pequena, a máquina produzia mais do que o necessário e decidiu-se, então, vender o excedente para os laboratórios próximos. Dessa forma, surgiu o Cristália, que, ao longo dos anos, foi crescendo. Em uma outra etapa, criamos a Farmoquimica. Ela produz, atualmente, quase que a totalidade dos epiais que são utilizados por nossos medicamentos. Contamos com uma equipe de cem pesquisadores e desenvolvemos medicamentos diferenciados, que estejam sujeito a patente.

Top Team: Você pode citar um exemplo?

 

Philippe Boutaud: Claro. Um exemplo é o Eleva, medicamento para disfunção erétil que lançamos recentemente. Ele é resultado de mais de oito anos de pesquisas realizadas dentro de nosso laboratório e sua molécula está sendo patenteada nos Estados Unidos, Europa e Brasil. O Helleva é o primeiro medicamento erétil produzido no Brasil com sais e patente brasileira. Podemos perceber que a diferença do Cristália para os demais laboratórios brasileiros é que nós somos mais inovadores, devido á existência do Cristália na estrutura farmoquimica e pela sua vocação em desenvolvimento de moléculas e de epiais. Basicamente, é isso que faz do Cristália uma empresa bem vista dentro do mercado brasileiro.

 

Top Team: O governo incentiva esse tipo de pesquisa? Existe um programa efetivo?

Philippe Boutaud: O governo definiu, recentemente, as suas áreas de prioridade. Entre elas, está a farmacêutica. Começamos, então, a notar que existe uma movimentação muito grande do governo para que se fomente o desenvolvimento de pesquisa interna no Brasil. Eu cito dois exemplos: a medida provisória do bem, que permite incentivos fiscais, e o apoio de organizações como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Dentro deste contexto, o Cristália tem uma característica bem interessante. Ele trabalha juntamente com associações e universidades para o desenvolvimento de novos produtos e novas moléculas. Nós acreditamos que no Brasil não falta criatividade, e sim suporte para o desenvolvimento de novas moléculas.

Top Team: Parte desses novos produtos serão exportados?

Philippe Boutaud: O Cristália exporta atualmente para mais de 30 países, principalmente os da América Latina. Temos planos de levar nossos produtos para a Europa e Estados Unidos, dando origem ao que chamamos de multinacional brasileira.

Top Team: Uma outra missão do Cristália é ousar sem abrir mão da ética. Na sua opinião, ética e quebra de patente estão relacionadas?

Philippe Boutaud: Não, são completamente diferentes. A quebra de patente é um procedimento que é formalizado. O fundamento básico da indústria farmacêutica é a preservação da saúde e da vida humana. Portanto, está ligado com a ética. No ponto de vista de desenvolvimento de mercado, nós temos que olhar a patente e a ética conforme a lei. Existem leis que devem ser respeitadas por todos que compõem a indústria farmacêutica. O Cristália sempre trabalhou de forma correta. Não temos problemas em relação a quebra de patente. Esse assunto é muito mais vinculado ao governo e ao judiciário. Agora, eu sei que é muito difícil para alguns laboratórios verem outras empresas pequenas, teoricamente sem muito futuro, começarem a se devolver dentro do parâmetro da lei e da ética.

Top Team: Em 2001, o Cristália anunciou seu ingresso na produção de genérico. O que já foi feito pela empresa e o que ela pretende apresentar ao mercado nos próximos anos?

Philippe Boutaud: A motivação governamental para o genérico é extremamente válida no sentido de que o governo procura oferecer medicamentos de qualidade a um preço mais accessível para a população. O genérico é, no mínimo, 35% mais barato do que o seu produto similar. Mas, esse tipo de produto não é o foco do desenvolvimento do Cristália. Nosso core business são os medicamentos de marca e com moléculas diferenciadas. De modo geral, o genérico é um produto tático dentro da nossa linha e não representa mais do que 5% de nosso faturamento. Vejo uma boa perspectiva para esse tipo de produto. Nos próximos cinco anos, vamos ter uma fase de expansão dos genéricos.