|
“A Zambon mudou muito
nos últimos anos”
A gerente de marketing da Zambon,
Alessandra Miyazaki, tem um grande desafio pela frente: consolidar
a campanha “Tutti 30”, criada pela empresa em 2005 com
o objetivo de dobrar o faturamento da Zambon e de alcançar,
até o final do próximo, a trigésima posição
do ranking da indústria farmacêutica.
Admiradora declarada do doutor Fernando Neubarth, presidente da
Sociedade Brasileira de Reumatologia e autor dos livros “Olhos
de guia” e “Sombra das tilhas”, a executiva, que
teve passagens pela Jansen, Pharmacia e Novo Nordisk, se diz confiante.
“A empresa toda está unida em prol desses objetivos.
Todas as áreas apresentaram os seus planos e juntos vamos
contretizá-lo”.
Em entrevista exclusiva para o Top Team, na sede da Zambon, em São
Paulo, Alessandra comentou sobre o “Tutti 30”, disse
que falta criatividade ao segmento farmacêutico e analisou:
“hoje, no Grupo Zambon, quem cresce são os países
emergentes, como, por exemplo, a Rússia, China, Brasil e
Colômbia”. Acompanhe abaixo os principais trechos da
entrevista:
Top Team: O que
vai ser feito para a Zambon atingir a trigésima posição
do ranking?
Alessandra Miyazaki: O “Tutti 30” é
um programa muito amplo, que envolve todas as áreas da Zambon.
Desde o marketing até o jurídico, passando pela diretoria,
Recursos Humanos e Inteligência de Mercado, entre outros departamentos.
O Marketing, por exemplo, propôs relançamento de produto,
novas embalagens e mudança de grade promocional. Os nossos
funcionários estão com uma grande expectativa, por
isso o departamento de Recursos Humanos elaborou um programa, que
oferece até massagem. A empresa toda está unida em
busca dos objetivos do Tutti 30.
Top Team: Alessandra, focando um pouco nos projetos
desenvolvidos pela indústria farmacêutica, é
muito comum ouvirmos que falta criatividade. Qual a sua opinião?
Alessandra Miyazaki: Concordo. Hoje, em dia, o
mercado farmacêutico tem que reaprender a noção
de benchmarking. Um gerente de produto conhece um grupo de cardiologistas
e, quando muda de empresa, ele vai trabalhar com esses mesmos formadores
de opinião e com a mesma rede de relacionamento. O gerente
vai pegar o que deu certo no outro laboratório e copiar.
Eu acho que dentro do segmento farmacêutico, muitas vezes,
está faltando pesquisa de mercado. Os executivos precisam
monitorar os concorrentes, elaborar estratégias específicas
e parar de copiar experiências positivas que deram certo no
passado.
Top Team: Então, é possível
prever as ações da concorrência?
Alessandra Miyazaki: Não chega a esse ponto.
Vou dar um exemplo. Recentemente, fui convidada para participar
de um evento, que discutiu o CRM nos laboratórios farmacêuticos
e, mais uma vez, constatei que, realmente, todos se baseiam em oferecer
preços mais baixos aos pacientes por meio de uma delivery
e distribuir brindes. Os laboratórios se baseiam em modelos
criados por uma determinada indústria que inaugurou esse
estilo de fazer CRM. Mas, vejo que o mercado farmacêutico
está se aproximando, cada vez mais, das técnicas de
consumo, ou seja, medir o retorno do investimento antes de fazer
uma ação que parece ótima.
Top Team: Um dos objetivos da Zambon sempre foi
“tornar o laboratório mais competitivo”. Ele
já foi alcançado?
Alessandra Miyazaki: A Zambon
mudou muito nos últimos anos. Vou dar um exemplo simples:
a nossa área de inteligência de mercado. Quando eu
comento com os outros laboratórios sobre as ferramentas que
nós temos, os outros profissionais ficam impressionados.
Hoje, nós estamos, com certeza, muito mais competitivos.
Clique
aqui para ler a segunda parte da entrevista.
|
|