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Entrevista

"Não basta ter fluência em inglês"

"É fundamental procurar experiências fora do seu país de origem". A frase é de Guilherme Maradei, vice president of Global Operations e General Manager Brasil da Pfizer Nutrition.

Com passagem pela Procter & Gamble, o executivo, em entrevista exclusiva ao Top Team, analisa a sua carreira e dá dicas para os executivos da indústria farmacêutica que querem ocupar um cargo de alta direção.

"É preciso saber operar num ambiente estrangeiro, sem ser constantemente lembrado que você é estrangeiro", enfatiza o executivo, que já teve experiências em países como Argentina e México.

Acompanhe a seguir os principais trechos:

De que forma o início de sua vida profissional contribuiu para consolidar a sua carreira?
Iniciei na Procter & Gamble, como um dos primeiros "key account teams", dedicado a dois dos maiores clientes no Brasil (Lojas Americanas e Wal-Mart). Em 1996 ter times de conta-chave não era comum, muito menos com uma equipe dedicada de Vendas, Finanças, RH, TI e Logística, todos com foco exclusivo nesses clientes. Como engenheiro, sempre gostei da parte analítica da tomada de decisões e também de como às vezes análises simples fazem uma diferença enorme no resultado final.

Qual sua maior experiência internacional?
Foi na Pfizer, como Senior Director, Worldwide Strategic Planning Eu não sabia exatamente o que uma equipe de Planejamento Estratégico poderia fazer a nível mundial. Logo, comecei a coordenar o projeto que criou as unidades de negócio globais da Pfizer, ajudando a definir a estrutura organizacional básica da empresa até hoje.

Quais os desafios para que companhias transnacionais ponham em pratica cada vez mais um planejamento pré-definido?
Em geral, as grandes companhias farmacêuticas possuem um planejamento estratégico relativamente definido, pois precisam desenvolver negócios de tamanho suficiente para acomodar a queda de receitas associada à perda de patentes - estas, sim, são certas e têm validade pré-definida. O maior desafio é entender e adaptar as diferenças existentes na indústria entre os países e nos países emergentes. A dificuldade é que todas as empresas acabam buscando oportunidades muito parecidas e, por isso, eu acredito que as estratégias vencedoras são aquelas que se mantêm firmes e focadas ao longo de vários anos.

Para finalizar, quais dicas você dá para um executivo que quer conquistar um cargo de alta direção na indústria farmacêutica?
Entre outros pontos, é fundamental procurar experiências fora do seu país de origem. A indústria farmacêutica é realmente global, por isso é importante desenvolver a habilidade de trabalhar em culturas diferentes e saber influenciar outras pessoas numa língua e cultura diferente da sua. Não basta ter fluência em inglês - é preciso saber operar num ambiente estrangeiro, sem ser constantemente lembrado que você é estrangeiro.


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