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Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Germed, Grupo EMS, em Madri, Cauê Rossetti
Cauê Rossetti, 25 anos, formado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Gestão de Negócios, pela IBMEC, é um brasileiro no exterior. Gerente de Desenvolvimento de Negócios da multinacional Germed, Grupo EMS, está atuando na Espanha e comenta como um executivo brasileiro enfrenta o desafio de exercer a profissão em outro país.
Entender hábitos e cultura locais é fundamental
Para atuar no mundo dos negócios no exterior, é necessário jogo de cintura para seguir as diretrizes e valores e, ao mesmo tempo, ajustar os processos à cultura local. A estratégia mais indicada para adaptar-se a essas adversidades é fazer uma importante lição de casa, que se refere ao estudo detalhado sobre os hábitos e cultura do país, tanto sobre o mundo dos negócios, quanto sobre o mundo social. É preciso prestar atenção aos mínimos detalhes, já que algumas diferenças são sutis, como o tempo de duração de um almoço de negócios, por exemplo, que, ao contrário da agitada São Paulo, pode durar horas, já que na Espanha, o momento das refeições e outros eventos considerados sociais são ocasiões de networking.
A melhor política é seguir a essência local, criando a sensação de que pertence àquele país, com o objetivo de evitar possíveis ranhuras no relacionamento, causadas pelo choque cultural.
Processo de adaptação
Posso afirmar que flexibilidade no processo de adaptação é ponto passivo, para que haja compreensão mútua e bom andamento das estratégias de trabalho. A quebra de barreiras é, definitivamente, o primeiro e mais delicado passo, pois perceber as diferenças e respeitá-las é condição fundamental para integrar-se à empresa, principalmente quando ela está em outro país. Com o tempo, absorvemos os valores, atitudes e a visão estratégica da empresa e dos profissionais e a convivência torna-se cada vez mais natural. Até que as diferenças alinhem-se, é imprescindível manter o equilíbrio e não se abater com os primeiros obstáculos. É relevante mencionar que ter alguém ao lado para apoiar nos momentos difíceis, no caso minha esposa, contribui para manter esse equilíbrio.
Dificuldades e facilidades
Apesar de a língua ser muito próxima, a maior dificuldade, porém passível de superação, é realmente a absorção da cultura corporativa e a aplicação de estratégias utilizadas por nós aqui no Brasil, o que demanda muita atenção e cuidado, para não haver choques e ruídos na comunicação.
Como facilidades, posso citar o comportamento dos espanhóis, que é muito parecido com o nosso, no tocante à alegria, sociabilidade e recepção calorosa, como nós de sangue latino. Isso me faz sentir mais em casa.
Plano futuro
É um intercâmbio de experiência ótimo, do qual quero extrair o máximo possível de conhecimento e ampliar minha bagagem profissional, pois tenho consciência de que se trata de uma grande oportunidade para minha carreira. No momento, esse é o meu plano. Após adquirir maior capacitação e aumentar minha rede de relacionamentos, certamente definirei novas metas.
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