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"A caça ao tesouro não é fácil"
No início, o Grupemef era 100% focado em inteligência de mercado, com a realização de reuniões e a confecção de boletins específicos para essa área. Mas, aos poucos, a indústria farmacêutica foi reconhecendo a entidade como uma fonte de troca de know how e de informações importantes para o mercado. Novas comissões, então, foram criadas e outras áreas começaram a ser estudadas, tais como RH e eventos.
Atualmente, o Grupemef tem sessenta laboratórios associados e seu foco em inteligência de mercado é menor, cerca de 70%, mas a presidente da entidade, Sônia Orestes, quer tornar o Grupemef ainda mais versátil e abrangente. "Na indústria farmacêutica não existe apenas profissionais de inteligência de mercado, existem outras áreas que precisam ser analisadas", comenta Sônia.
Em entrevista exclusiva ao Top Team, a presidente do Grupemef conta detalhes sobre os boletins que são elaborados pela entidade, analisa a atual tendência da indústria farmacêutica e revela qual profissional está em falta no mercado. Acompanhe:
O Grupemef existe há 36 anos. Vocês ainda enfrentam dificuldades para captar dados para os boletins?
A caça ao tesouro não é fácil. Infelizmente, alguns laboratórios têm uma certa resistência em fornecer os dados. Muitos alegam que não têm tempo; outros que são informações confidenciais. Há também algumas exceções: poucos laboratórios nos passam informações próximas do real só para conhecer as informações dos outros laboratórios. Mas, nós acabamos descobrindo porque nós temos o histórico para conferir e porque os outros laboratórios também nos avisam. De forma geral, o Grupemef tem conseguido, cada vez mais, despertar o interesse da indústria farmacêutica, já que hoje em dia é muito importante se conhecer o concorrente. Quando você conhece o volume do mercado, você tem mais competitividade, direciona melhor as suas vendas e traça outras estratégias.
Quais boletins são desenvolvidos pelo Grupemef?
O Grupemef realiza, periodicamente, pesquisas que somente têm acesso aqueles associados que dela participam. Essas pesquisas apresentam uma gama de informações minuciosas que orientam as áreas de Marketing e Vendas em suas tomadas de decisão estratégica. Com base nessas pesquisas, elaboramos vários boletins que são enviados aos participantes, tais como de vendas mensais, origem de capital, cobertura de cotas, premiação da força de vendas e nutricional enteral.
O que vem a ser o boletim nutricional enteral?
Esse boletim é elaborado a partir de informações fornecidas por um grupo de laboratórios, que se reúne no Grupemef e analisa esse nicho de mercado, formado por medicamentos nutricionais que têm algumas vitaminas de uso exclusivo hospitalar. Ao se reunir, os laboratórios podem, então, trocar informações sobre as vendas reais, conhecer o volume real do mercado e traçar novas estratégias para expandi-lo.
As fusões impactam, de alguma forma, os resultados dos boletins do Grupemef?
Não, de forma alguma. Os laboratórios que fizeram a fusão já nos passam um relatório com as vendas unificadas. O único fator que muda é o ranking. O laboratório que, por exemplo, era o décimo do ranking, agora pode ser o oitavo.
Qual a sua opinião sobre o intercâmbio cultural na indústria farmacêutica?
Acho excelente. Percebo que os executivos estrangeiros chegam ao Brasil com uma cultura e um perfil bem diferentes. Eles estão, por exemplo, muito ligados à questão farma sustentável. No Grupemef, nós temos uma diretoria que faz uma forte campanha para que a indústria tenha uma postura, cada vez mais, farma sustentável. A indústria precisa conhecer os seus parceiros porque a responsabilidade é de todos.
No Brasil, qual profissional está em falta no mercado farmacêutico?
O profissional de inteligência de mercado é um ótimo analista e entende sobre negócio, estratégia de marketing, vendas e produtividade. Esse profissional acaba recebendo uma promoção e a vaga dele fica em aberto. Mas, a empresa não tem tempo de capacitar um outro executivo. O Grupemef recebe, então, muitas solicitações dos RHs querendo analistas com alta performance e desenvolvimento. Atualmente, há uma caça no mercado a esses profissionais, que têm um valor agregado muito alto. É um compromisso, então, do Grupemef treinar e capacitar os analistas que estão entrando nos laboratórios como estagiário. Por isso, precisamos de parceiros.
Quais serão os próximos desafios do Grupemef?
Os desafios são muitos, porém vamos focar em alguns deles, tentando estabelecer uma aderência maior e responsável, tais como aumentar o número de associados; manter estreito o relacionamento com o conselho das associações; procurar parceiros para a realização de Desenvolvimento Profissional e aprimorar o Lupa de Ouro.
Falando em Lupa de Ouro, quais novidades podemos esperar para 2008?
Por enquanto, eu só posso dizer a data (risos). Vai ser dia 28 de novembro, em um local muito agradável. Eu gostaria de falar um monte de coisas sobre o Lupa, mas ainda não posso, pois elas estão sendo definidas.
Para terminar, qual a atual tendência da indústria farmacêutica?
A indústria procura otimizar em todas as áreas e setores, segmentando e estabelecendo metas corporativas para a melhoria contínua da empresa e do profissional. Dessa forma, haverá um comprometimento mútuo com recursos advindos da capacidade produtiva de cada um.
Making off
A entrevista foi realizada na sede do Grupemef, em São Paulo.
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Para saber mais...
Clique nas imagens abaixo e acesse o site do Grupemef para conferir algumas novidades:
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