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“Fico de olho no que
a indústria farmacêutica faz”
A Hanes Brands, divisão da Saralee que cuida
dos produtos têxtil, investiu em uma nova estratégia. Além de realizar
visitação médica, a empresa montou uma equipe para se comunicar
diretamente com os vendedores de, aproximadamente, duzentas casas
cirúrgicas.
“Trata-se de um trabalho complementar, cujo objetivo é levar informações
importantes para os atendentes conhecerem todos os produtos Hanes
Brands e indicarem o modelo de meia correto para o consumidor”,
explica Marcia Castelo Branco, relações públicas da Hanes Brands.
Para conversar sobre esse e outros assuntos, a executiva recebeu
a equipe de reportagem do Top Team no Hotel Baden Baden, em São
Paulo, onde a empresa realizou o treinamento dos profissionais que
percorreram as casas cirúrgicas de vários estados brasileiros. Acompanhe
abaixo os principais trechos da entrevista:
Top Team: Quando a Kendal iniciou os trabalhos de visitação médica?
Marcia Castelo Branco: Quando a concorrência entrou no mercado,
ela começou a realizar uma série de trabalhos, entre eles o de visitação
médica. Investimos, então, nesse tipo de estratégia e percebi, ao
longo dos anos, que a visitação médica agrega bastante valor à marca,
já que é importante estarmos em constante comunicação com o médico.
Temos, aproximadamente, 80% do mercado e, em 2006, nossos objetivos
foram novamente atingidos. Em algumas praças, tivemos até que parar
de vender, pois já tínhamos comercializado tudo o que precisávamos.
Top Team: Foi a primeira vez que isso ocorreu na história da
Hanes Brands?
Marcia: Posso dizer que foi uma grande surpresa, pois estávamos
com dificuldades para vender meias, em decorrência da estagnação
do mercado e do aumento de concorrentes. Mas, a visitação médica
deu certo e ocasionou, pela primeira vez, o esvaziamento do nosso
estoque.
Top Team: Ao longo dos anos, a Hanes Brands vem desenvolvendo
vários projetos sociais, ajudando principalmente a comunidade. Você
pode citar alguns exemplos?
Marcia: Na indústria têxtil, existe a cultura que, depois de sete
meses em estoque, o produto é vendido por um baixo preço em regime
de queima de estoque. Optamos por fazer algumas estratégias diferentes
ao longo desses anos. Realizamos, por exemplo, algumas parcerias
com sociedades de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Doamos meias
para essas sociedades, que repassaram os produtos aos médicos responsáveis
por algumas instituições carentes. Além disso, já doamos produtos
para a Santa Casa e realizamos, freqüentemente, o projeto Bom Visinho,
que atende a população carente localizada em volta da fábrica da
Hanes Brands.
Top Team: Focando em 2007, quais são as metas da Hanes Brands?
Marcia: Não vamos mudar a estratégia. Além de investir no treinamento
dos vendedores das casas cirúrgicas, vamos também instruir os profissionais
que trabalham em farmácias. Com isso, o médico tem a garantia de
que, se prescrever um produto Hanes Brands, seu paciente vai comprar
a meia adequada. Esse trabalho configura-se em uma estratégica complementar
á visitação medica.
Top Team: Para elaborar essas estratégias, você se espelhou na
indústria farmacêutica?
Marcia: Eu fico de olho no que a indústria farmacêutica faz. Trago
as informações para a Hanes Brands e tento adaptar as estratégias
para os nossos produtos. Mas, é difícil trabalhar com médico e ter,
ao mesmo tempo, um produto que vende nas Lojas Americanas e na Marisa.
As meias cirúrgicas precisam do aval médico, por isso as estratégias
são analisadas com muito cuidado. Já fizemos propagandas na televisão,
mas isso prejudicava a prescrição das meias. O médico não gosta
de assistir a comerciais sobre produto cirúrgico.
Top Team: Márcia, na sua opinião, o mercado de meias cirurgias
ainda tem muito a crescer no Brasil? Como você avalia?
Marcia: Sim, com certeza. A cada ano entra um novo concorrente.
É um mercado que vai se expandir bastante. Nos Estados Unidos e
na Europa existem mais de quinze marcas de meias. No Brasil, ainda
são poucas. Isso ocorre, entre outros fatores, porque os governos
europeus e americanos dão meias para os pacientes se prevenirem.
Aqui no Brasil, o governo prefere pagar cirurgia de varize, gastando
mais. A prevenção é sempre a melhor solução.
Top Team: Para encerrar, como você avalia a parceria entre a
Hanes Brands e a Rossetti Mk e Rent Power
Marcia: A visitação médica da Hanes Brands é feita por meio da Rossetti
Mk e Rent Power, que conta com ótima estrutura e oferece um trabalho
de qualidade. Os resultados estão muito bons e a tendência é melhorarmos
a cada ano, conquistando consumidores.
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