Entrevista
"Emergentes: os desafios atuais"
Stefan Prebil, diretor de Desenvolvimento de negócios para países emergentes da Pharmexx Internacional

Por Thais Dornelles

Stefan Prebil da Pharmexx InternacionalA vasta experiência no setor de medicamentos foi adquirida há mais de 20 anos, depois de trabalhar sete anos como representante comercial em uma pequena empresa na Suíça. Stefan Prebil ocupou diversas funções na indústria farmacêutica: atuou como gerente de produtos e comercial para os países de Cáucaso e na Ásia Central; Em seguida retornou para a Suíça onde trabalhou como gerente da linha anestésica e de oncologia. Atuou ainda como gerente geral na Suíça para a Sandoz.

Stefan Prebil presidiu a Sandoz e marcou sua gestão com metas ousadas de distribuição e fortalecimento da marca na Rússia e Suíça. Atualmente trabalha na Pharmexx Internacional, como Diretor de Desenvolvimento de Negócios para países Emergentes. "Acredito que este é o futuro da indústria farmacêutica".

- Como funciona o crescimento de grandes fabricantes de medicamentos nos mercados emergentes?
Acredito que este crescimento é cíclico, porque alguns mercados podem obter o crescimento rápido em um ano e nos dois seguintes conseguir resultados menos satisfatórios e em seguida, crescer novamente. Países como o Brasil, por exemplo, onde os consumidores precisam pagar por medicamentos na farmácia, sem seguros oferecidos pelo governo, a situação das indústrias farmacêuticas é semelhante ao desenvolvimento econômico do país. Na Europa a situação é um pouco diferente. O desenvolvimento econômico é quase zero e o mercado farmacêutico cresce pouco. O retorno é muito pequeno para a indústria.

- Os países emergentes estão agindo com excesso de otimismo devido às avaliações de risco positivas de investidores e banqueiros? O brasileiro apresenta excesso de otimismo?

Acho que não temos muitas opções para os investidores globais. Existe atualmente a China, que apesar de ser grande, é um lugar difícil para as indústrias farmacêuticas pequenas. Hoje existem mais de quatro mil empresas farmacêuticas na China. O sistema é muito complicado. Na Rússia a insegurança é com relação à instabilidade do país. Na Índia o maior problema é com relação à concorrência da indústria local que é muito forte.

O Brasil é um excelente lugar porque é estável economicamente, tem uma estabilidade para os investidores. O desenvolvimento é muito bom e o país não tem problemas com dívidas. O sistema jurídico é claro, diferente de outros países. Não é apenas otimismo. Dentro dos países emergentes que apresentam grande desenvolvimento, o Brasil é o melhor lugar para investir.

- Como é o desenvolvimento das oportunidades entre os países emergentes?
Os países chamados emergentes devem ser considerados como países ricos. Por exemplo, a Volvo, é uma empresa chinesa. Os países vão investir cada vez mais nos atuais emergentes e vão proporcionar crescimentos incríveis. Os países emergentes passarão a investir nos chamados países ricos. Exemplo disso são as dívidas da Europa. O jogo vai mudar outra vez em um futuro próximo. Acredito que em cinco anos. O desenvolvimento dos países emergentes é muito bom.

- Há quase dois anos o mundo vem passando por uma sequência de crises econômicas que afetaram diversos setores. Existe ainda preocupação do mercado com o recesso global?
Os mercados são muito conectados. Há um ano vimos uma grande crise global bancária. Os países tiveram que ajudar as instituições financeiras. Por exemplo, a Inglaterra quase perdeu um grande banco nacional. Há uma semana a Europa precisou de 730 bilhões de euros para ajudar as dívidas. É uma crise maior do que a de 2009. O impacto será muito forte. O Brasil precisa limitar o fluxo de investimentos para ser beneficiado com esta situação.

- De que maneira a indústria farmacêutica pode ganhar vantagens competitivas utilizando serviços de uma companhia CSO?
A indústria farmacêutica precisa de mais flexibilidade todos os anos. Há 10 anos trás o investidor conseguia prever o crescimento da empresa e o poder dentro do mercado. Hoje em dia a situação mudou e as empresas têm dificuldade em programar o futuro. Até mesmo para os próximos seis meses. Por isso é preciso o apoio de especialistas que possam ajudar a calcular o impacto da empresa no mercado em que atua. É um trabalho desenvolvido estrategicamente bem específico. Para uma empresa grande é difícil saber isso. Seria preciso recrutar colaboradores, criar departamentos novos. Para obter a cobertura de mercado é preciso um grande número de representantes. A Pharmexx pode ajudar grandes empresas a desenvolver uma cobertura de mercado com baixo investimento, comprando apenas os serviços. O impacto pode ser grande no mercado e calculado com mais flexibilidade, visando os objetivos da empresa para os próximos meses de mercado.



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