XXXIII Congresso Brasileiro de Pneumologia
Data: 01 de novembro de 2006.
Local: Centro de Convenções de Fortaleza.
Telefone: 0800 61 6218
www.sbpt.org.br/pneumo2006/ asp/principal_01.asp


XII Congresso da Sociedade Latino-Americana de Patologia Pediátrica
Data: 02 de novembro de 2006.
Local: Hotel JP, de Ribeirão Preto.
Telefone: (16) 3967-1003
www.oxfordeventos.com.br/ slappe2006


3º Congresso Internacional de Antienvelhecimento
Data: 03 de novembro de 2006.
Local: Rio Othon Palace Hotel,
no Rio de Janeiro.
Telefone: (21) 2524.4401
www.sbme.org.br/portal/
index.php?option=com_content&
task= view&id=43&Itemid=28

 

Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva
Site: http://www.sobed.org.br
Endereço: Rua Peixoto Gomide, 515 - 1º andar - conj. 14
Cidade: São Paulo
País: Brasil
Cep: 01409-001
Tel: (11) 3148-8200
E-mail: contato@sobed.org.br
 
Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Site: http://www.cbo.com.br
Endereço: Al. Santos, 1343 - 11º and./Conj. 1110
Cidade: São Paulo.
País: Brasil.
Cep: 01419-001
Tel: (11) 3266-4000
E-mail: oftalmo@cbo.com.br

 

Sociedade Brasileira de Cardiologia
Site: http://prevencao.cardiol.br
Endereço: Av. Beira Rio 45 - 3° andar - Sede São Paulo
Cidade: São Paulo.
País: Brasil.
Cep: 04548-050
Tel: (11) 3849-6438

E-mail: funcor@cardiol.br



"O medo me fascina"
(Ayrton Senna)

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar "
(William Shakespeare)



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IDÉIAS RETRÓGRADAS

Por Ciro Mortella*

 

Um fator que não pode ser subestimado quando se analisa as históricas deficiências do sistema de saúde no Brasil é a influência das ideologias. Sob a inspiração de idéias ultrapassadas e distorcidas, vozes nem sempre representativas tentam alimentar falsas e reais divergências entre os laborató-rios e seus diversos públicos e interlocutores.

 

O tratamento enviesado que grupos de pressão conferem a questões cruciais para o crescimento da economia nacional e da cadeia produtiva setorial dificulta a articulação de uma agenda que propicie a consolidação de um moderno pólo farmacêutico no país.

As pré-condições para a constituição desse pólo já existem. Do lado da iniciativa privada, a indústria farmacêutica instalada no Brasil investiu na última década bilhões de reais na modernização de equipamentos, fábricas e no treinamento de pessoal.

 

Mais recentemente, o setor passou a destinar somas crescentes à pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novas substâncias terapêuticas (somente neste ano estão sendo aplicados R$ 302 milhões). Além disso, laboratórios estão atuando agressivamente para abrir mercados para a exportação de medicamentos.

 

No âmbito governamental, a política industrial lançada em 2004 definiu como prioritário o incentivo à produção de fármacos e medicamentos. E a criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial reafirmou a importância estratégica de se estimular a inovação tecnológica.

 

Então, por que o processo não avança? Não avança no ritmo desejável, entre outros motivos, porque alguns mitos continuam fortemente arraigados em alguns redutos ligados à saúde.

 

Essas idéias, quase sempre retrógradas, impregnam debates importantes, retardando a tomada de decisões fundamentais.

A questão da propriedade intelectual é típica. Os que defendem a quebra de patentes de medicamentos, em nome dos direitos dos pacientes, ignoram a função social deste

 

mecanismo, que é a de atrair os vultosos investimentos privados necessários à descoberta e ao desenvolvimento de substâncias inovadoras. Tal modelo viabiliza pesquisas e o lançamento de produtos que de outra forma não seriam realizados, devido à notória escassez de recursos do poder público no Brasil e no mundo.

 

Outro tema cujo debate é desvirtuado por falsas premissas diz respeito ao papel que Estado e iniciativa privada devem desempenhar no sentido de ampliar o acesso da população aos medicamentos.

 

De acordo com certas crenças, somente o poder público estaria comprometido com a fabricação de medicamentos mais baratos à população. Em decorrência, a aplicação de recursos públicos na produção estatal de medicamentos seria uma medida indispensável. Um dos pilares da lógica econômica é justamente o esforço incessante dos empreendedores em ganhar escala, isto é, fabricar produtos de qualidade a preços cada vez menores, para conquistar e ampliar o número de consumidores, aumentando assim o faturamento e a rentabilidade das empresas.

 

Os laboratórios instalados no país têm condições de fabricar medicamentos da mais alta qualidade aos menores preços. Ou seja, produtos com o menor custo de fabricação possível. Cabe ao Estado usar seu poder de compra para obter preços ainda menores, instaurando um círculo virtuoso que traria enormes benefícios à população.

 

Mas essa percepção, entre outras, é obscurecida por noções de caráter ideológico sobre o que é caro ou barato - conceito relativo, que precisa ser confrontado ao nível de renda e ao poder aquisitivo dos consumidores para fazer algum sentido.

O fato é que, para responder a argumentos populistas e visões estatizantes, a indústria farmacêutica gasta tempo e energia em embates que desviam o foco do debate que realmente interessa, a saber: como construir um sistema de saúde e de assistência farmacêutica ampla e consistente no país.

 

(*) Ciro Mortella é presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma).