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Edição 01 - Ano 19


Cimed quer chegar ao topo com aquisições
Agora no seleto grupo das cinco maiores farmacêuticas do país por vendas em unidades, o grupo Cimed quer chegar ao topo do ranking da indústria e pretende ganhar posições com a compra de outras empresas. "Nosso DNA sempre foi comprar. Mas não queremos um negócio pequeno", avisa o presidente João Adibe Marques. Nessa linha, o grupo tem interesse declarado em pelo menos dois pesos-pesados do segmento de genéricos, Medley e Teuto. Antes mesmo da aquisição pretendida, a Cimed já subiu várias colocações no ranking da indústria. Nos últimos 15 meses, conta João Adibe, profissionais do grupo farmacêutico e da IMS Health, que audita o mercado farmacêutico, debruçaram-se sobre os números do grupo para contabilizar também as vendas às farmácias feitas via distribuição própria. Como resultado, houve incremento de mais de 130% no volume vendido considerado pela IMS e a farmacêutica passou da 11ª posição para a 4ª colocação em abril, com 207 milhões de unidades vendidas em 12 meses, atrás de EMS, Hypermarcas e Sanofi. "Já sabíamos do nosso tamanho real. Mas o mercado, não", diz João Adibe.


Empresas de olho na Farmacêutica TheraSkin
A farmacêutica nacional TheraSkin, controlada pela família Scaravelli, tornou-se alvo de outros grupos para uma possível aquisição, segundo notícia veiculado no Estado de S. Paulo. Com faturamento de R$ 200 milhões em 2015, a companhia – uma importante produtora de dermocosméticos (voltados para o tratamento de pele) no País – voltou a atrair o interesse de grupos nacionais, como o Cristália, EMS e União Química, e estrangeiros, segundo fontes. Um empresário que chegou a olhar o negócio neste ano informou que a controladora da empresa, Rosa Scaravelli, teria pedido cerca de R$ 1 bilhão pelo ativo. “Muito caro. Não justifica a aquisição”, disse. Esse valor é o equivalente a 20 vezes o Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado da empresa para este ano, segundo a mesma fonte. O valor agora estaria por volta de R$ 800 milhões. A empresa contratou o banco Credit Suisse para vender o ativo. Rosa não quis comentar o assunto, nem confirmou se a empresa está à venda. O Credit Suisse não quis se pronunciar. O banco chegou a apresentar a companhia para várias empresas fora e dentro do País. Na semana passada, eram fortes os rumores de que a companhia já tinha sido vendida. Um dos poucos segmentos que ainda têm crescimento firme no País, o setor farmacêutico viveu um forte movimento de consolidação entre 2009 e 2014, mas os ativos se tornaram caros, segundo fontes do setor. A expectativa é de que as vendas de medicamentos este ano cresçam cerca de 8%. A demanda por genéricos, que tem sustentado o avanço do setor, tem desacelerado.


“Agentes de Serviços” uma nova opção para a Indústria Farmacêutica
A pharmexx está trazendo ao Brasil equipes de campo que atuam num novo conceito, já vivenciado em outros países: Equipes de Agentes de Serviços. Com foco no atendimento de algumas necessidades específicas da Indústria Farmacêutica, tais como Entregas de Amostras Grátis, Trabalhos Científicos, Folhetos de serviços aos pacientes, Materiais de Estudo, Convites para Eventos e Mensagens pontuais o custo de uma visita do Agentes de Serviços será de quatro a seis vezes menor do que os valores praticados hoje. “Os Agentes de Serviços não divulgarão produtos à classe médica, esse papel continuará a ser dos propagandistas os quais dão foco na discussão científica e em detalhes farmacológicos dos produtos”, detalha Cássio Rossetti. novosnegocios@pharmexxbrasil.com.br


Aché compra laboratório Tiaraju, do RS
O Aché fechou a compra do Laboratório Químico Farmacêutico Tiaraju, do Rio Grande do Sul, na segunda aquisição em menos de três meses. O negócio, cujo valor não foi revelado, inclui ainda o direito de acessar os desenvolvimentos do Tiaraju em cosméticos e nutracêuticos e está contemplado no orçamento de R$ 160 milhões em investimentos para 2016. De controle familiar, o Tiaraju vai transferir ao Aché sua operação químico-farmacêutica e garante exclusividade sobre os produtos desenvolvidos em nutracêutica e cosméticos. "Não são aquisições de empresas grandes, mas especializadas, que complementam e trazem valor ao portfólio", disse o presidente do Aché, Paulo Nigro.


FDA considera tratamento da Bristol-Myers Squibb “breakthrough therapy”
A Food and Drug Administration (FDA) concedeu a designação de “breakthrough therapy” ao nivolumab da Bristol-Myers Squibb, para tratar o câncer avançado da bexiga. Esta é a sexta designação de “breakthrought therapy” que o nivolumab recebe, tendo já recebido a mesma classificação para o tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço, linfoma de Hodgkin, melanoma, câncer do pulmão e câncer do rim. Esta designação é atribuída pela FDA com o intuito de agilizar o desenvolvimento e avaliação de terapêuticas que demonstram desde as primeiras fases de ensaios clínicos evidência de um potencial benefício clínico em patologias graves, como é o caso da doença oncológica, e tem como objetivo assegurar aos doentes o acesso a terapêuticas inovadoras tão cedo quanto possível, lê-se num comunicado enviado pela companhia.


Gedeon Richter compra Finox Holding por 175 milhões de euros
A Gedeon Richter anunciou a aquisição da Finox Holding, uma empresa suíça de biotecnologia, focada no desenvolvimento e comercialização de produtos inovadores relacionados com a fertilidade feminina, por 175 milhões de euros. O laboratório húngaro considera que esta compra representa «uma oportunidade estratégica para a nossa principal área terapêutica, que irá permitir a expansão do nosso portefólio na área da saúde feminina. Estou ansioso por trabalhar com a equipa da Finox. […] Estou convencido de que a aquisição da Finox e a comercialização do seu principal produto irá acrescentar valor à nossa empresa», disse, em comunicado, Erik Bogsch , managing director da Gedeon Richter.


Sanofi troca unidade de saúde animal pelo negócio de consumer healthcare da Boehringer Ingelheim
A Sanofi e a Boehringer Ingelheim fecharam uma transação estratégica, que envolve a troca da unidade de saúde animal da empresa francesa, pelo negócio de consumer healthcare da empresa alemã. De acordo com as declarações de ambas as companhias, citadas pelo “FirstWord”, esta troca «permite a criação de bases para que as duas empresas cresçam em dois ramos altamente atrativos na atividade farmacêutica. Para além da troca dos negócios, o acordo prevê um pagamento de 4,7 mil milhões de euros à Sanofi, devido à diferença de valores: a Merial, unidade de saúde animal da Sanofi, está avaliada em 11,4 mil milhões de euros, enquanto que o negócio de consumer healthcare da Boehringer Ingelheim está avaliado em 6,7 mil milhões de euros. Espera-se que a transação esteja concluído no final do ano.


Empresa quer fazer primeiro remédio brasileiro à base de maconha
Uma start-up do ramo farmacêutico decidiu produzir o primeiro medicamento brasileiro à base de maconha. A ideia é fazer um extrato fitoterápico que trate casos de epilepsia nos quais outros remédios não funcionam. A start-up Entourage Phytolab busca desenvolver um medicamento fitoterápico à base de maconha desde que foi fundada, em 2015. A previsão dela é que a droga seja lançada em 2018. A vantagem de um medicamento brasileiro, desenvolvido e testado no país, seria a segurança e a garantia de fornecimento para quem necessita da droga –que não precisaria mais depender, como ocorre hoje, de autorizações para importá-la. Os principais componentes do extrato da erva são o tetra-hidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O primeiro é psicotrópico; o segundo, não.

Laboratórios caminham para nova rodada de consolidação
A indústria farmacêutica instalada no Brasil é palco, neste momento, de negociações que podem dar origem a uma nova rodada de consolidação, com maior concentração no segmento de genéricos. Notícias sobre potenciais operações, que podem chegar à casa do bilhão, circularam entre executivos de laboratórios na última semana e envolveram grandes nomes do mercado, entre os quais Medley, Teuto e TheraSkin, todas na ponta vendedora. Dois dos maiores fabricantes de genéricos, a Medley, da francesa Sanofi, e o Teuto, que tem a americana Pfizer e a família fundadora como acionistas, estão entre as empresas que poderão trocar de mãos, segundo fontes ouvidas pelo Valor. A Medley teria entrado na mira do grupo nacional Cimed, apurou o Valor. Já os acionistas do Teuto teriam contratado bancos para buscar interessados em comprar o ativo, segundo nota da revista "Exame". Essa não é a primeira vez que circulam notícias sobre uma possível venda do laboratório.


Bayer é listada entre as empresas mais inovadoras em dois rankings globais de 2015
Pelo terceiro ano consecutivo a Bayer, multinacional alemã com foco em Ciências da Vida nas áreas de saúde e agricultura, foi listada na 10ª edição do ranking das “Empresas Mais Inovadoras de 2015, segundo a consultoria empresarial Boston Consulting Group (BCG). A área farmacêutica da companhia também foi classificada como a 14º empresa mais inovadora do mundo na 5ª edição das 100 Principais Empresas Globais de Inovação, segundo a Thomson Reuters.


Aspen Pharma negocia compra de ativos no Brasil
A subsidiária brasileira da sul-africana Aspen Pharmacare poderá acelerar o ritmo de expansão dos negócios a partir da compra de produtos ou de empresas no país. Neste momento, duas negociações estão em andamento, preservadas por acordo de confidencialidade e, se um dos negócios sair, a Aspen crescerá mais de 50% em faturamento. O laboratório, que faturou globalmente 36,1 bilhões de rands (ou cerca de US$ 2,5 bilhões pela cotação atual) no último exercício, caminha para encerrar o ano fiscal em curso, em 30 de junho, com alta de mais de 20% nas vendas no Brasil, acima do crescimento médio do mercado. Para as receitas, a estimativa é de R$ 220 milhões. "Ainda dependemos de acertos [nas conversas], mas estamos investindo no país", diz o principal executivo da farmacêutica no Brasil, Alexandre França. "O mercado está bom para as multinacionais". Se as conversas avançarem, a expectativa é a de que uma potencial aquisição seja anunciada no quarto trimestre. Nos últimos anos, a compra de portfólio de outros laboratórios deu contribuição importante para o crescimento das vendas da farmacêutica no país. Em 2008, entrou no mercado brasileiro com a compra da Cellofarm, de produtos similares. Já no ano seguinte, levou 17 fitoterápicos da Ativus e, mais à frente, comprou quatro produtos do laboratório Hebron.


Aché reestrutura área dermatológica e investe para crescer com lançamentos inovadores
O Aché Laboratórios acaba de reestruturar sua área de dermatologia, unindo dermomedicamentos e dermocosméticos em uma diretoria chamada Aché Derma. O objetivo da companhia é acelerar o crescimento para ganhar participação de mercado com produtos inovadores e diferenciados. O Aché é líder em prescrição médica e é reconhecido por sua história de inovação e qualidade nos 50 anos em que atua no setor farmacêutico. "Estamos focados e trabalhando para que, em 2030, estejamos entre os três primeiros laboratórios no segmento de dermatologia do Brasil. A ideia é aproveitar a tradição do Aché - que há 50 anos valoriza os profissionais de saúde -, para continuar ajudando a levar conhecimento às sociedades médicas e a dermatologistas, que são essenciais para a saúde, o bem-estar e aos cuidados com a beleza das pessoas", avalia Mônica Branco, diretora da área Aché Derma


Nova lançamento da Avert
A Avert Laboratórios acaba de lançar mais um produto. Trata-se do mais novo aliado da linha de produtos Sinustrat®. O Sinustrat® Bebê, é indicado como fluidificante e descongestionante nasal. A nova versão possui conta-gotas que facilita a aplicação e pode ser usado desde o nascimento do bebê. Sinustrat® Bebê passa compor a linha Sinustrat® da Avert, já consolidada no mercado de descongestionantes nasais indicados para resfriados, renites e sinusites, composta pelas versões Fluidificante, Descongestionante Nasal e Vasoconstritor.


Medicamentos de Uso Crônico estão entre os genéricos mais vendidos, mostra levantamento da PróGenéricos
Dos 50 medicamentos genéricos mais vendidos no país em abril, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, 39 são produtos de uso contínuo, em sua maior parte destinados ao controle de doenças como o colesterol, diabetes e hipertensão arterial. A somatória do ranking dos 50 mais vendidos é de 29,4 milhões de unidades, o que corresponde a 35% do mercado total de genéricos em volume. Já o resultado das vendas destes produtos representa 28,5% do faturamento total do setor no período, atingindo a cifra de R$144, 5 milhões. Os dados foram extraídos da base de mercado do IMS Health, instituto que audita o varejo farmacêutico. “Detectamos uma forte e contínua migração de consumidores de produtos de marca para os genéricos. O movimento percebido no universo dos produtos de uso crônico, deve-se ao fato de que esses paciente que não podem ficar sem os seus medicamentos que, em sua grande maioria, são de uso diário. A crise econômica que penaliza o consumidor, encontra no medicamento genérico uma solução eficaz ” explica Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos. O anti-hipertensivo Losartana, “carro-chefe” entre os Top 50, movimentou 91,4 milhões em unidades no acumulado dos últimos doze meses (maio de 2015 a abril de 2016), sendo que destes produtos vendidos, 85% são genéricos. O primeiro genérico da Losartana foi lançado em 2002. De lá para cá, o consumo da substancia ampliou 15.804%. “Não resta dúvida de que os genéricos são imprescindíveis para a ampliação do acesso, além de uma alternativa segura para o consumidor em tempos de crise”, ressalta a executiva.


Takeda busca novas oportunidades no Brasil
Maior farmacêutica japonesa, a Takeda vai novamente às compras no mercado brasileiro. O presidente do laboratório no país e na América Latina, Ricardo Marek, afirmou que a companhia está buscando oportunidades de compra de outras farmacêuticas. "O Brasil é um país vital para o crescimento da organização. Estamos ativos em fusões e aquisições", disse. Uma provável aquisição do laboratório tende a levar em conta as áreas terapêuticas estratégicas para a multinacional, em complementação a seu portfólio, e o mercado de OTC (medicamentos isentos de prescrição), que concentra um grande número de laboratórios nacionais.


Lilly pretende lançar 20 novos produtos em dez anos
Em uma apresentação para a comunidade de investidores, a Eli Lilly and Company afirmou que tem potencial para lançar 20 novos produtos em 10 anos, com início da contagem em 2014 e que se estende até 2023. Adicionalmente, a Lilly pode lançar por ano, em média, duas ou mais novas indicações para produtos já aprovados durante este mesmo período. “Estamos contentes em compartilhar com nossos investidores a dimensão e profundidade do pipeline da Lilly, que mostra o nosso progresso em todas as nossas principais áreas terapêuticas. Isto inclui lançamentos recentes, assim como uma linha robusta de moléculas em fase final de desenvolvimento ou que já estão em revisão regulatória,” disse John C. Lechleiter, CEO da Lilly. “Não existem garantias, dada a natureza da ciência e deste negócio, entretanto, olhando para os nossos lançamentos recentes e nosso pipeline atual, acreditamos que estamos vivendo nosso período mais abundante de novos lançamentos da companhia em 140 anos de história”.


Venda de ativos da Novartis
A multinacional suíça de medicamentos Novartis pode vender vários ativos em um futuro próximo para financiar aquisições, disse Jeffrey Holford, analista da instituição financeira Jefferies. Entre os ativos, estariam a posição de 33% na farmacêutica suíça Roche, a participação de 36,5% na joint venture de saúde com a GlaxoSmithKline e a Alcon, divisão de produtos oftalmológicos. Holford disse que o conselho de administração da empresa manifestou interesse em aquisições até US$ 5 bilhões e que poderiam avançar inclusive para aquisições entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões, caso encontrem um alvo.


Libbs antecipa conclusão da fábrica e inicia produção piloto de biossimilar
Uma das pioneiras no debate sobre a produção de medicamentos biológicos no país, a Libbs vai inaugurar no segundo semestre a maior fábrica de biofármacos de uso único na América Latina. Instalado no complexo de Embu das Artes (SP), o projeto de R$ 500 milhões produziu em 18 de março o primeiro lote piloto de rituximabe, um anticorpo monoclonal usado no tratamento de linfoma não Hodgkin, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes. Neste momento, a farmacêutica aguarda inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a produção com vistas ao pedido de registro de seu primeiro biossimilar, que deve ser protocolado no primeiro semestre de 2017. Com isso, a operação comercial da fábrica, cuja produção está estimada em 470 quilos por ano, pode ser iniciada em 2018. "Inicialmente, a expectativa era de instalação da fábrica em 36 meses, mas conseguimos executar o projeto com metade do tempo", disse ao Valor o gerente-executivo de Operações da Libbs, Carlos Eduardo Reis. Em princípio, haverá apenas uma linha de anticorpos monoclonais em funcionamento, mas a unidade já foi preparada para receber outras duas linhas no futuro.


Suíça Roche traça estratégia para enfrentar remédios biossimilares
O futuro da indústria farmacêutica global será muito mais criativo do que tem sido até agora, graças aos avanços tecnológicos, e o grupo suíço Roche aposta em produtos melhores para enfrentar a primeira onda de biosimilares que entra no mercado. É o que diz André Hoffman, bisneto do fundador da Roche e chefe do "pool" de sete acionistas da família que continua a controlar o grupo, já que prefere manter-se discreto. Ele é vice-presidente não executivo do conselho de administração, e sabe para onde a empresa está se direcionando.



Fontes:
Valor Econômico
O Estado de São Paulo
Snif Brasil
Reuters Brasil
FirstWord Pharma
Netfarma




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