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Performance
MEDICINA SOB MEDIDA

Ilustrações por Denis Freitas
Por séculos, diagnósticos foram obtidos por meio dos sintomas sentidos pelo paciente ou descobertos pelo médico utilizando máquinas de digitalização, como raio-x e ressonância magnética.
A tecnologia está nos levando a uma era de medicina participativa por meio da ciência baseada na informação.
Esta nova abordagem de terapia médica não é dominada por investigações feitas através de relatos do paciente enfermo, mas pelo diagnóstico precoce e tratamentos com medicamentos individualizados.
Os médicos do futuro terão uma visão mais holística dos nossos corpos, com base em nossa história médica completa, desde a infância.
Nossos smartphones poderão conter uma variedade de sensores capazes de monitorar pressão arterial, cardíaca, glicêmica, respiratória e, em breve, teremos sensores que captam hábitos intestinais e urinários.
Uma vez que um sensor é colocado, atividades pessoais são registradas automaticamente para monitoramento e gestão médica.
Recentemente, um grupo de cientistas desenvolveu uma maneira de editar genomas, podendo ajudar a encontrar resposta para muitas doenças. Já é possível substituir partes específicas do DNA das células, fazendo com que uma doença enfraqueça ou que uma pessoa torne-se menos suscetível à doença, por exemplo.
TECNOLOGIAS EMERGENTES
LENTES INTELIGENTES

Mede os níveis de glicose em lágrimas usando um minúsculo chip sem fio e sensor de glicose miniaturizado, que estão incorporadas entre duas camadas de material de lentes de contato gelatinosas. Futuramente poderão administrar medicação através do olho por um mês ou mais. Pode ser útil para o tratamento de glaucoma e vários outros problemas oftalmológicos, além da entrega de antibióticos após cirurgia ocular.
Google LensEm parceria com a divisão de oftalmologia da Norvatis, o Google anunciou o protótipo de lentes de contato inteligentes para controle da diabetes.
ADESIVOS DE PELE BIG DATA

Biosensores adesivos que agem como um sistema de feedback digital de saúde monitorando sinais vitais e fornecendo dados para decisões médicas mais precisas.
Universidade de Illinois
Engenheiros da Universidade de Illinois desenvolveram um adesivo de pele biosensor com capacidade de monitorar a freqüência cardíaca e outros sinais vitais, além de transmitir os dados em tempo real para um celular ou computador.
CUSTOMIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Criação de novas drogas e compostos químicos construídos conforme a necessidade do paciente com a utilização de impressoras 3Ds.
Glasgow University
Cientistas da universidade de Glasgow usam impressoras 3D para produzir drogas e compostos químicos. A impressora opera uma seringa controlada roboticamente, que constrói objetos a partir de um gel e depois os mistura com produtos químicos e catalizadores.
BIOHACKING

Ao aproximar a biologia da ética hacker, é possível manipular a própria biologia utilizando uma combinação de técnicas medicinais, nutricionais e eletrônicas.
Kay Aull
Estudante da Universidade de São Francisco, Kay construiu um pequeno laboratório em seu quarto para analisar uma mutação genética relacionada à doença do pai, que fazia com que o corpo dele não se livrasse do excesso de ferro. Com as pesquisas, a estudante encontrou genes com a mesma mutação encontrada no DNA de seu pai, porém também encontrou genes saudáveis derivados do DNA materno. Com testes baratos, descobriu que, apesar de portar genes que contem a mutação, a doença não se desenvolverá em seu corpo.
IMPRESSORAS 3D DE MICROESCALA

Nova técnica para a criação de objetos tridimensionais em microescala, permitindo alta precisão de prototipagem para produzir alimentos, produtos eletrônicos, medicamentos, fibras ou tecidos biológicos.
Oxford Performance Materials
Empresa americana de materiais aditivos de fabricação avançada, foi uma das primeiras fabricantes a criar um implante impresso em 3D para substituir 75% do crânio de um paciente.
Fonte: Futuro da Medicina
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