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Gerente industrial do Laboratório Homeopático Almeida Prado e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ezequiel Paulo Viriato
Graduado em Ciências Farmacêuticas, pela Universidade de São Paulo, Mestre em Homeopatia, pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo - Centro de Ensino Superior de Homeopatia IBEHE -, especialização em Homeopatia, pela FACIS-SP, e em Farmácia Magistral, pela ANFARMAG, entre outras atividades na área, atua como membro do Comitê Técnico Temático de Homeopatia da Farmacopéia Brasileira, pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e gerente industrial do Laboratório Homeopático Almeida Prado. Nesta matéria, fala-nos sobre o conceito de medicina integrativa.
Conceituando medicina integrativa
Medicina integrativa é um conceito desenvolvido por dois autores, Ress e Weil. O primeiro, professor do Royal College of Physicians de Londres, UK, e o segundo, fundador de um programa no ensino médico da Faculdade de Medicina do Arizona, que sugeriram um trabalho transdisciplinar que integrasse efetivamente as várias práticas terapêuticas, visando a cura das doenças. Tal modelo, foi nomeado como medicina integrativa (integrative ou integrated medicine), para, de certo modo, fundamentar uma outra concepção e designação para as práticas médicas, comumente chamadas de complementares, como a fisioterapia, nutrição, psicoterapia, fitoterapia e, também, a homeopatia.
A relação médico-paciente-saúde
A medicina integrativa foi mencionada de forma surpreendentemente elogiosa no relatório da Academia de Ciências Americana, publicada em 2005. Essa comunidade de cientistas de uma sociedade altamente industrializada e sob notável desenvoltura biotecnológica resolveu emitir o parecer, pois há mais motivos estatisticamente consideráveis, que é oferecer um importante benefício na relação médico-paciente-saúde. A Medicina Integrativa oferece o acolhimento e cuidados de maior amplitude às queixas clínicas, que antes eram apenas relegados como "resíduos" do mal-estar contemporâneo. Enfatizaram o valor da cura e no cuidar, encorajando expectativas positivas e solidariedade nos pacientes. Tornaram-se, assim, autênticas medicinas baseadas em narrativas e evidências, resgatando o sujeito, sua singularidade e integralidade, para a prática clínica. Vista dessa perspectiva, a mentalidade integrativa está longe de ser uma prática que instigue sectarismo ou confronto com o que a medicina moderna representa, muito ao contrário, ela facilita a vida do prescritor, levando a um benefício do resgate da saúde do paciente.
A implementação, propriamente dita
A medicina integrativa defende o resgate do sujeito independentemente da linha terapêutica que cada médico ou agente da saúde adota. A portaria apresentada pela Presidência da República, denominada "Política Nacional de Práticas Integrativas e Medicinas Complementares para o Sistema Único de Saúde", assinado e devidamente publicado em Diário Oficial por meio da portaria Nº 971 de 3 de maio de 2006 do Ministério da Saúde, deve, agora, ser implantada com o apoio da sociedade e das Instituições Científicas, que elaboraram o Projeto. Os pacientes não podem mais esperar pela utilização e os médicos deverão saber implementar em sua vida prática de consultório. Ao fim, todo médico que vivencia a boa prática clínica sabe que deve priorizar o que convém a cada paciente. Síntese que está contida no terceiro princípio hipocrático: "quando nem os contrários nem os semelhantes curam, o que convém é o que cura".
Sobre o medicamento para tratamento contra a dengue
Aprovado pela Anvisa no final de 2008, um novo medicamento homeopático indicado para o tratamento contra a dengue já está no mercado, comprovando que a Homeopatia tem contribuições benéficas e importantes para a sociedade. Trata-se do Proden®, medicamento homeopático produzido e comercializado pelo Laboratório Almeida Prado, que auxilia na redução dos efeitos e acelera a cura dos sintomas da dengue, como cansaço, desânimo, indisposição, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, inapetência, febres e calafrios, dor abdominal e dor retro-ocular. Vale ressaltar que no estudo realizado pelo médico homeopata e pesquisador dr. Renan Marino, na cidade de São José do Rio Preto, em 2007, ficou demonstrado que o medicamento também atua na prevenção, juntamente com todas as outras ações de combate ao mosquito, reduz o índice de contaminação em 73% dos casos e diminui o tempo para recuperação do paciente, além de tratar da sintomatologia, inclusive as complicações hemorrágicas.
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